O Verdadeiro desafio na criação de anúncios promocionais centra-se na tentativa de espelhar o mais possível uma realidade, que provida de um produto e /ou demais serviços, provocam no consumidor um desejo de vivenciar um par de sensações inigualáveis. Assente em estudos de mercado e dotados de uma visão proactiva, definem-se e delimitam-se um conjunto de estratégias e acções que aprovisionam o desenvolvimento, lançamento e sustentação de um produto ou serviço, num futuro próximo ou distante (prospectivos), mediante a consideração das necessidades existentes e/ou possíveis. Não se trata de nenhuma fórmula mágica, é apenas a minha noção de Marketing!
Atendendo ao novo anuncio de um autocarro movido a “energia positiva”… o seu enquadramento não poderia ser mais feliz, uma vez que as energias renováveis são consideradas como energias alternativas ao modelo energético tradicional, tanto pela sua disponibilidade garantida (diferente dos combustíveis fósseis) como pelo seu menor impacto ambiental. Apenas fico confuso quando tento relacionar esta nova maravilha com a sua fonte de matéria-prima à luz das demais energias alternativas já estudadas. Se a energia solar tem o sol como fonte, a energia eólica o vento, a energia hidráulica os rios e correntes de água doce, a energia mareomotriz e energia das ondas os mares e os oceanos, a biomassa a matéria orgânica e a energia geotérmica o calor da terra, eu interrogo-me… mas afinal qual é a fonte desta “energia positiva” que a Galp descobriu?
Temo que seja o esforço de milhares de portugueses… Este brilhante anuncio, com o objectivo de enfatizar o apoio à selecção portuguesa de futebol, apenas mostrou a realidade que infelizmente vivemos no país à beira mar plantado. País sem autonomia da união europeia, altamente subserviente aos lóbis da economia paralela e do ouro negro e com um governo autista… no qual o preço dos combustíveis é tão obsceno, que o autocarro da nossa selecção chegou à Suíça aos empurrões!
A corte socrática exalta, aclama e celebriza esta operação de marketing…! É que enquanto a plebe anda preocupada a empurrar o autocarro do futebol, a burguesia e a corte podem fumar o charuto da improficiência.
Sexta-feira, 13 de Junho de 2008
"Energia Positiva"!!!?
Quinta-feira, 8 de Maio de 2008
Currículum Vitae... credenciada por "Novas Oportunidades"!
Crido Cenhor,
Quero candidatarme pro logar de ceqretária que vi no jurnal. Eu Teclo muito de pressa con um dedo e fasso contas de sumar.
Axo que sou boa ao tefone em bora seija uma peçoa do povo,
Tou á respondere ao luguar de ceqretária, que li no jurnal
O meu selário tá aberto há discução pra que possa ver o que me quer pagar e o Cenhor aja qu’eu meresso,
Pósso cumessar imediatamente. Agradessida em avanso pela sua resposta.
Cinceramente,
Kátia Vanessa Estrela
PS : Proque o meu currico é muinto piqueno, abaicho tem 1 foto minha.
Resposta do Empregador:
Querida Kátia Vanessa,
Não tem mal amor... nós temos software apetrechado com correcção automática. A menina começa já amanhã!
Quero candidatarme pro logar de ceqretária que vi no jurnal. Eu Teclo muito de pressa con um dedo e fasso contas de sumar.
Axo que sou boa ao tefone em bora seija uma peçoa do povo,
Tou á respondere ao luguar de ceqretária, que li no jurnal
O meu selário tá aberto há discução pra que possa ver o que me quer pagar e o Cenhor aja qu’eu meresso,
Pósso cumessar imediatamente. Agradessida em avanso pela sua resposta.
Cinceramente,
Kátia Vanessa Estrela
PS : Proque o meu currico é muinto piqueno, abaicho tem 1 foto minha.
Resposta do Empregador:Querida Kátia Vanessa,
Não tem mal amor... nós temos software apetrechado com correcção automática. A menina começa já amanhã!
Quarta-feira, 9 de Abril de 2008
Desacordo Ortográfico!

“Anacronismo” e “fidelidade à dicção” são os conceitos que justificam a pretensão de “honrar” os compromissos do acordo ortográfico de 1991, defendem os lóbis económicos e aqueles que lhe devem subserviência, conjecturando que o prazo de seis anos de transição é razoável para a adaptação às modificações previstas. Tanto tempo? Se é mais uma imposição desta desgovernação, pois bem, eu não necessito de seis anos… Amanhã, apressar-me-ei para informar os meus alunos que Brasil mudou para Braziu e Portugal para Porrtugau, afinal as formas escritas deverão acompanhar e espelhar fielmente a dicção.
Património cultural e amor à língua de Camões são as motivações que me movem contra este acordo, não sofro de qualquer tipo de “sobranceria colonialista”, de quem não quer que nada mude, tenho plena consciência que a Língua Portuguesa tem sofrido alterações, mas porque é que temos de nos aculturar?
Recuso esta tentativa de aculturação. Tal como me recuso a aceitar que grande parte das vogais agora fechadas, tendam a abrir num futuro próximo, em nome da adopção cega de uma grafia comum. Dizia num tom enfático um colega: - “O cágado está de facto no jardim”, antes do acordo, porque depois: - “O cagado esta de fato no jardim”. Como podem afirmar que os “c” antes de uma consoante são “tiques” inócuos?
Não somos donos da lusófonia mas, pessoalmente, gostaria muito de acreditar que mandamos na língua que falamos no nosso país.
Património cultural e amor à língua de Camões são as motivações que me movem contra este acordo, não sofro de qualquer tipo de “sobranceria colonialista”, de quem não quer que nada mude, tenho plena consciência que a Língua Portuguesa tem sofrido alterações, mas porque é que temos de nos aculturar?
Recuso esta tentativa de aculturação. Tal como me recuso a aceitar que grande parte das vogais agora fechadas, tendam a abrir num futuro próximo, em nome da adopção cega de uma grafia comum. Dizia num tom enfático um colega: - “O cágado está de facto no jardim”, antes do acordo, porque depois: - “O cagado esta de fato no jardim”. Como podem afirmar que os “c” antes de uma consoante são “tiques” inócuos?
Não somos donos da lusófonia mas, pessoalmente, gostaria muito de acreditar que mandamos na língua que falamos no nosso país.
Terça-feira, 8 de Abril de 2008
O Ano Zero...
No inicio desta época desportiva muitas vozes célebres se elevaram, verdadeiramente embriagadas em promessas “de que este ano é que é”, “a melhor equipa dos últimos vinte anos” e “para breve uma final europeia”, como que detentoras da verdade absoluta, espelhadas na idoneidade de uma senhora que passou a ser escritora, abusaram e julgaram em praça pública as personagens indiciadas no processo apito dourado. Passado o período de turbulência de escrever, ou ajudar a escrever o prefácio, ou o livro todo… já era hora de embandeirar em arco, o tal ano zero, o ano do agora é que vai ser… Ávidos em propagandear a brilhante gestão financeira, confiantes na relação promíscua com a comissão disciplinar da liga, Camacho na calha a fazer sombra ao Engenheiro e os cristais embalados para presentear as visitas… está preparada a época desportiva. Este ano é que vai ser…Mas não foi! Afinal, no propagandeado Ano Zero o campeão foi o mesmo, apenas com uma diferença, deixou a mediocridade da concorrência directa a quase vinte pontos de atraso e ainda faltam jogar cinco jornadas… A desproporcionalidade das palavras iniciais medem-se quando as figuras mais representativas da caça às bruxas, encabeçadas pelo seu timoneiro, atiram a responsabilidade do insucesso desportivo para alegados erros de arbitragem, colocando em causa a verdade desportiva, em vez de humildemente reconhecerem a força indiscutível do campeão e dos tiros nos próprios pés. Afinal, não me lembro de ter sido o senhor que traja de preto a vender o Simão e o Manuel, a comprar uma armada argentina que poucos minutos jogou, a trair o engenheiro e a fazer da sua principal figura um director desportivo antes do tempo, enfim a entreter os sócios, adeptos e simpatizantes. Estes sim, por tanto serem enganados deveriam chamar a judiciária. Este ano é que ia sendo…
Foi o ano zero… Zero corrupção, zero títulos e zero condenações precoces, atentem que ainda haja quem respeite a presunção da inocência neste país.
Segunda-feira, 24 de Março de 2008
Noves fora... nada!
A Educação, atendendo à sua pretensão mais simples, é um fenómeno de transmissão, apropriação e perpetuação de produtos culturais, inerentes a uma sociedade, assente em metodologias pedagogicamente coerentes, apresenta-se como veículo promotor de participação e transformação social. Como processo, pressupõe dois conceitos básicos que são ensinar e aprender, estando estes papéis confinados a sujeitos diferentes, devidamente sustentados em atitudes de respeito mútuo, valorizando a singularidade de cada indivíduo, as características que o constituem, bem como os princípios que norteiam esta hierarquia. Nesta minha visão simplista, existe lugar ainda para as convicções políticas de que está revestida a educação, no entanto, estas nunca deverão influenciar o processo negativamente.Pegando nesta última ideia, facilmente constatamos que o ensino público português vive dias de grandes tormentas e fragmentações, precisamente pela desenquadrada e pouco cuidada intervenção do ministério da educação. Professores transformados em burocratas que nas horas vagas que os papeis lhes concedem, lá vão dando umas aulas, alunos desmotivados para as novas disciplinas criadas e para as aulas de substituição, paralelamente uma ministra empenhada em diminuir o insucesso escolar e o abandono escolar precoce, através de esquemas e habilidades, defendendo-as com unhas e dentes no horário nobre das estações de televisão nacionais. Qual Luís de Matos!!!
Resultado? Manipulação da opinião pública. Senão vejamos: milhares alunos inscritos em cursos profissionais e cursos educação formação por este país fora, mas que nem sequer á aula de apresentação foram, no entanto, contam para as maravilhosas estatísticas apresentadas; e o crescente facilitismo, alunos que transitam desmesuradamente sem as competências básicas, aumentando o nível dos resultados escolares. Detalhes pouco importantes, quando comparados com os parâmetros de avaliação do corpo docente…
Opinião Pública, amigos… Basta-lhes ver uma folha cair, que logo pensam deter a verdade absoluta sobre que quadrante sopra o vento!
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